Cinema brasileiro continua em alta na Noruega
Manda Bala e o Cheiro do Ralo são os representantes brasileiros no Oslo International Film Festival que vai até o dia 25 de novembro.
O cinema brasileiro continua fazendo sucesso nas telas norueguesas. Dessa vez comparecemos com duas produções no Oslo International Film Festival. Manda Bala, do diretor Jason Kohn e o Cheiro do Ralo, do diretor Heitor Dhalia e com o ator Sélton Mello.
Mais uma vez o nosso povo vai se sentir ofendido. Recentemente houve a polêmica sobre o filme Turistas (já a venda nos supermercados ICA, pude constatar hoje), onde um grupo de jovens se dão mal no Brasil. Claro que o filme é ruim e não vale a entrada do cinema, mas nossas figuras político-administrativas da boa ordem tentaram impedir a exibição do filme em nossa pátria. Esse eles não conseguiram.

Manda Bala
Dessa vez a coisa é mais amarga ainda. O filme (documentário) vencedor do festival Sundance do diretor Jason Kohn, filho de uma paulistana com um empresário argentino, que nasceu em Nova York, mas costuma freqüentar nossa terra. Kohn traça um paralelo, buscando a relação entre corrupção, mercado gerado pela violência (como cirurgia plástica para reimplante de orelhas) e a violência em si.
Na panela o filme coloca o ex-presidente do Senado, Jáder Barbalho, “acusado” de desviar bilhões de reais usando o mercado de criação de rãs como forma de lavar o dinheiro sujo, o cirurgião plástico Juarez Avelar, que ganhou renome mundial ao desenvolver técnicas para restituir orelhas decepadas, e um tal de Magrinho, assassino e seqüestrador contando como se diverte com seu trabalho.
Já teve até vídeo no Youtube defendendo nossa querida bandeira contra esse documentário, mas por uma razão até agora desconhecida, foi retirado da rede. Bom, o negócio e assistir o documentário que será exibido na sexta-feira dia 23 no Filmens Hus Tancredi.

O Cheiro do Ralo
“O Cheiro do Ralo” será exibido nos dias 23, 24 e 25 de novembro no Eldorado e tem Lourenço como protagonista. Interpretado por Selton Mello, o personagem não consegue enxergar nada além de objetos – tanto nos produtos que compra quanto nas pessoas com quem se relaciona.
Baseado no romance com o mesmo nome do escritor Lourenço Mutarelli, o filme de Heitor Dahlia foi eleito pelo júri o melhor da 30ª Mostra de Cinema Internacional de São Paulo e foi elogiado no festival de Sundance.
Para o diretor Heitor Dhalia, o cheiro do ralo é “aquele lugar que todo mundo tem escondido, aquelas coisas obscuras do ser humano”. No filme, o ralo existe fisicamente, e fica no escritório de Lourenço, exalando um odor que o envergonha até o limite da opressão, quando ele percebe que aquele é o cheiro que sai dele. Um bom enredo para mais um filme brasileiro no roteiro alternativo internacional.
Para horário e local vejam nossa agenda de eventos na página principal.
Por L. Doria com a colaboração de Marianne C. Zecca

