O jornal Preto no Branco é acima de tudo uma obra coletiva de vários colaboradores. Trata-se de uma publicação independente, com linha editorial autônoma, que serve de instrumento para informar, consciêntizar e debater idéias. O tablóide eletrônico aborda essencialmente a questão da visualidade contemporânea entre Brasil e Noruega.

Montamos uma equipe de redação e correspondentes dedicados, que, sem ingerência do conselho editorial, procuram de forma democrática construir um jornal comprometido apenas com o pluralismo.

A idéia do jornal surgiu após intermináveis tagarelices vadias, na mesa de bar, na conversa de várzea, no papo moleque, no conversar-arte. Somos uma comunidade de pequenas proporções, onde todos se encontram num lugar comum, que é na nostalgia, na boca do vento, nos sonhos, na saudade, na determinação que arrepia. O jornal é um ponto de encontro da comunidade. A praça pública.

Preto no Branco é como um personagem popular: vai encarnar o seu compatriota, seu amigo, seu parceiro, você. Ele é carioca, é pernambucano, maranhense, flamenguista, tricolor, Bahia, devoto de São Jorge, é sambista, tocador de forró, mulata da bunda grande, passista da mangueira, mulato nato. É brasileiro. Ídolos, diz ter muitos. A começar pelas “instituições do samba”: Nélson Cavaquinho, Cartola, Paulinho da Viola e Zé Keti. Capiba de Olinda,  Gonzagão, Xororó, e porque não, Frank Aguiar. Na sequência, Romário, Pelé, “nosso ministro do samba” Zeca Pagodinho. Mesmo que mangueirense de coração, não dispensa a camiseta azul da Portela, “o manto azul da Padroeira do Brasil”.

Essa história começa em 2007 quando, no dia 7 de setembro, celebra-se, o que com muito custo chamou-se INDEPEDÊNCIA. É filho de uma mitologia estranha e sensual. A forma que esse rebento rebentou, é objetos de muitos discursos de santos do pau ôco. Sabe-se que é uma mistura de portugueses, índios e africanos. Depois, muitos outros vieram provar da dor e alegria dessa gente. Italianos, alemães, japoneses, judeus, árabes. Para esse bacanal, muito bacalhau. Ele foi morador de uma casinha de um cômodo de São João de Meriti, Baixada Fluminense, de Copacabana, Floresta, Natal e por último do Pelourinho. Coitado, foi expulso na última reforma arquitenônica do local. Pelourinho, virou coisa para norueguês ver. Bom, sobrou Oslo, Stavanger, Tromsø, enfim Noruega.

Por fim, avalie como quiser: Somos Preto no Branco.

Leonardo Doria
Editor-chefe