Statoil investe pesado no Brasil

Parte da plataforma transportada do Texas para o Rio
Há aproximadamente 2 anos atrás a gigante energética norueguesa desembolsou pouco mais de 2 bilhões de dólares para adquirir, em sua totalidade, o campo de Peregrino, localizado na Bacia de Campos, no estado do Rio de Janeiro.
O projeto é visto como o de maior prestígio entre as ações internacionais da empresa. É a primeira vez que a Statoil vai desenvolver sozinha um campo de petróleo, que de acordo com os planos da empresa iniciará a produção em 2011.
As previsões iniciais do projeto apontavam para uma produção de 600 milhões de barris, mas estudos mostraram que a produção pode variar de 300 a 600 milhões de barris. Este fato fez com que a Statoil começasse a procurar parceiros para o projeto. Segundo artigo no jornal Aftenposten, as negociações de uma parceria para o projeto de Pelegrino estariam avançadas.
De qualquer maneira o investimento da Statoil irá continuar e a empresa sinaliza a necessidade de aproximadamente 200 profissionais para tocar seus projetos no mercado brasileiro. No entanto, profissionais na área petrolífera são “artigos de luxo” no Brasil, o que faz com que a empresa norueguesa tenha que investir pesado para conseguir os escassos recursos nesta área. Apresentando propostas salariais 50% mais altas que outras empresas da área, a Statoil tem desagradado suas concorrentes.
A empresa conta com 40 expatriados (estrangeiros que são transferidos para trabalhar no Brasil) no seu escritório. Somando todos os custos salariais, de segurança e habitação ligados à política de recursos humanos da empresa, com os custos trabalhistas para funcionários transferidos para fora da Noruega, cada expatriado pode custar até 7 milhões de coroas norueguesas por ano!
Baseado no artigo de Arne Halvorsen para o Aftenposten.

